Será a segunda deflação seguida e a terceira do ano. Índice acumulado fechou o ano de 2018 em 3,86%, bem abaixo dos 4,39% registrados nos 12 meses anteriores.

Por G1 — Rio de Janeiro

21/12/2018

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, aponta para um deflação de -0,16% em dezembro, informou nesta sexta-feira (21) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em novembro, o IPCA-15 ficou em 0,19%, mas o índice final ficou em -0,21%, a segunda deflação do ano. Desde julho do ano passado o IPCA-15 não registrava deflação – ficou em -0,18 naquele mês.

De acordo com o IBGE, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram deflação de novembro para dezembro:

  • Transportes: -0,93%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,58%
  • Habitação: -0,52%
  • Comunicação: -0,07%

No lado das altas, o destaque ficou com o grupo Alimentação e bebidas (0,35%), que apresentou o maior impacto positivo no índice do mês. Os demais grupos variaram entre o 0,02% de Educação e o 0,44% de Artigos de residência.

Com a deflação de dezembro, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 3,86%, abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5% para 2018.

Meta de inflação e taxa de juros

A previsão dos analistas para a inflação em 2018 caiu para 3,71%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. O percentual esperado pelo mercado continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

A expectativa dos analistas vai de encontro à estimativa do governo federal, que nesta quinta-feira (20) anunciou a revisão de 4,1% para 3,7% a previsão de inflação em 2018, ainda mais distante do centro da meta de 4,5%, mas ainda dentro do intervalor de tolerância.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 6,5% ao ano.

A expectativa no mercado é de que a taxa básica de juros, atualmente em 6,5%, não será elevada na reunião de dezembro do BC, que no ano que vem passará a ser comandado por Roberto Campos Neto, indicado pelo governo Bolsonaro para substituir Ilan Goldfajn.

Em 2017, a inflação oficial do país ficou em 2,95%, fechando pela primeira vez abaixo do piso da meta fixada pelo governo, que era de 3%.