{"id":5143,"date":"2019-08-29T11:08:18","date_gmt":"2019-08-29T14:08:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amarilfranklin.com.br\/?p=5143"},"modified":"2019-08-29T11:16:20","modified_gmt":"2019-08-29T14:16:20","slug":"pib-da-industria-cresce-07-e-setor-deixa-quadro-de-recessao-tecnica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amarilfranklin.com.br\/index.php\/2019\/08\/29\/pib-da-industria-cresce-07-e-setor-deixa-quadro-de-recessao-tecnica\/","title":{"rendered":"PIB da ind\u00fastria cresce 0,7% e setor deixa quadro de recess\u00e3o t\u00e9cnica"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;off&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;left&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Apesar do tombo da ind\u00fastria extrativa no 2\u00ba trimestre, ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou 1,9% e saiu da recess\u00e3o t\u00e9cnica. Demanda fraca e piora do setor externo dificultam recupera\u00e7\u00e3o no segundo semestre.<\/h4>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Por Darlan Alvarenga, G1<br \/>\n<br \/>\n29\/08\/2019<\/p>\n<p>O Produto Interno Bruto (PIB) da ind\u00fastria subiu depois de dois trimestres consecutivos de queda, e tirou o setor do quadro de recess\u00e3o t\u00e9cnica. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE,\u00a0a\u00a0ind\u00fastria teve alta de 0,7% no 2\u00ba trimestre, na compara\u00e7\u00e3o com os 3 primeiros meses do ano, recuperando parte das perdas\u00a0de 0,3% no 4\u00ba trimestre de 2018 e de 0,7% no 1\u00ba trimestre deste ano.<\/p><\/div>\n<p>O resultado do 2\u00ba trimestre da ind\u00fastria veio positivo apesar do tombo da ind\u00fastria extrativa,\u00a0que teve queda de 3,8%,\u00a0ainda como reflexo da trag\u00e9dia de Brumadinho (MG) na produ\u00e7\u00e3o da Vale.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o civil teve\u00a0alta de 1,9%, enquanto as atividades industriais de eletricidade e g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto e gest\u00e3o de res\u00edduos\u00a0recuaram 0,7% na compara\u00e7\u00e3o com o 1\u00ba trimestre.<\/p>\n<p>Por outro lado, a ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o ou manufatureira mostrou rea\u00e7\u00e3o,\u00a0com alta de 2% no 2\u00ba trimestre, saindo assim da recess\u00e3o t\u00e9cnica, ap\u00f3s dois trimestres seguidos de queda.<\/p>\n<p>No acumulado do semestre, n\u00e3o houve muitos resultados positivos para a ind\u00fastria: as ind\u00fastrias extrativas (-6,3%) e a constru\u00e7\u00e3o (-0,1%) tiveram quedas, de 6,3% e 0,1%. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o ficou estagnada, e apenas as atividades de eletricidade e g\u00e1s, \u00e1gua, esgoto, atividades de gest\u00e3o de res\u00edduos mostraram alta no per\u00edodo, de 3,6%.<\/p>\n<p><H4>Piora no cen\u00e1rio externo e tombo da produ\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Apesar do al\u00edvio trazido pelo resultado da ind\u00fastria, a piora no cen\u00e1rio externo ainda traz incertezas para o segundo semestre, uma vez que as exporta\u00e7\u00f5es seguem em tend\u00eancia de queda, pressionadas pela recess\u00e3o da Argentina, pelo\u00a0acirramento da guerra comercial entre China e Estados Unidos e temores de uma nova recess\u00e3o global.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda preferimos usar a palavra estagna\u00e7\u00e3o, mas a recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria ficou mais distante, para 2020 vamos dizer assim&#8221;, afirma o economista da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Fl\u00e1vio Castelo Branco.<\/p>\n<p>Para os resultados do 3\u00ba e 4\u00ba trimestre, o PIB da ind\u00fastria tende, segundo os analistas, a ser beneficiado pela bases mais fracas de compara\u00e7\u00e3o, o que deve contribuir ao menos para tirar o setor de um quadro recessivo. O mercado estima que a produ\u00e7\u00e3o industrial fechar\u00e1 2019 no zero a zero, com uma varia\u00e7\u00e3o de 0,08% no consolidado do ano, segundo o \u00faltimo boletim Focus do Banco Central.<\/p>\n<p>No acumulado no 1\u00ba semestre, a produ\u00e7\u00e3o industrial caiu 1,6%, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, segundo dados j\u00e1 divulgados anteriormente pelo IBGE. Considerando os dados de junho, o n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o retrocedeu para o patamar de 2009, atingindo um volume 17,9% abaixo do ponto mais elevado da s\u00e9rie hist\u00f3rica, alcan\u00e7ado em maio de 2011.<\/p>\n<p>Embora o tombo da ind\u00fastria extrativa seja apontado como o grande respons\u00e1vel pelo desempenho negativo da ind\u00fastria geral no 1\u00ba semestre, os dados de produ\u00e7\u00e3o mostram que diversos segmentos tamb\u00e9m registraram decl\u00ednio no ano como os de equipamentos de transporte, inform\u00e1tica e eletr\u00f4nicos, produtos de madeira, produtos farmoqu\u00edmicos e farmac\u00eauticos, celulose e papel.\u00a0<\/p>\n<p>As vendas de papel\u00e3o ondulado \u2013 indicador usado como um term\u00f4metro do n\u00edvel de atividade por se tratar de mat\u00e9ria-prima de embalagens usadas para armazenar e transportar produtos manufaturados \u2013 somaram em junho 276.140 toneladas, o pior resultado desde dezembro, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Papel\u00e3o Ondulado (ABPO). A entidade, que no fim do ano passado projetava crescimento de 3% para o setor, trabalha agora com uma estimativa de expans\u00e3o em torno de 1%, ritmo bem abaixo da alta de 5,07% registrada em 2017 e de 1,63% em 2018.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do baixo n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria continua sendo afetada tamb\u00e9m pela alta ociosidade e pelos estoques elevados. Segundo dados da CNI, os\u00a0estoques atingiram em julho o maior n\u00edvel desde a greve dos caminhoneiros.<\/p>\n<p>Para o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin, o decl\u00ednio da ind\u00fastria em 2019 ajuda a explicar porque a recupera\u00e7\u00e3o da economia &#8220;n\u00e3o deslancha&#8221;.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Quando a ind\u00fastria n\u00e3o vai bem, o restou da economia tamb\u00e9m n\u00e3o vai. A ind\u00fastria tem uma capacidade muito grande dese retroalimentar e de alavancar outros setores, mas a coisa n\u00e3o engrena numa trajet\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o s\u00f3lido de modo a compensar tudo aquilo que se perdeu ao longo da crise&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<h4>Demanda fraca<\/h4>\n<p>Na vis\u00e3o dos analistas, o impacto positivo das medidas de libera\u00e7\u00e3o de recursos do FGTS e do PIS e a perspectiva de aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia e de novas redu\u00e7\u00f5es na taxa de juros podem ajudar na melhora da confian\u00e7a e da economia, mas n\u00e3o garantem uma retomada da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&#8220;Emergencialmente, tem que ter est\u00edmulos de demanda. A taxa de juros caiu e deve cair mais, mas \u00e9 preciso a\u00e7\u00f5es mais espec\u00edficas na \u00e1rea de financiamento&#8221;, defende Castelo Branco.<\/p>\n<p>J\u00e1 para o economista do Iedi, a recomposi\u00e7\u00e3o da demanda depende tamb\u00e9m de alguma recupera\u00e7\u00e3o do investimento p\u00fablico, sobretudo na \u00e1rea de infraestrutura e constru\u00e7\u00e3o civil pesada.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m de avan\u00e7ar nas parcerias com o setor privado, as obras que est\u00e3o paradas precisam ser terminadas. Isso \u00e9 fundamental para economizar dinheiro p\u00fablico l\u00e1 na frente e gerar aumento de demanda. A constru\u00e7\u00e3o pesada \u00e9 um potencializador muito grande de crescimento pois mobiliza muitos ramos da ind\u00fastria, gera muitos empregos e demanda muitos servi\u00e7os&#8221; afirma Cagnin.<\/p>\n<h4>Baixa competitividade e desindustrializa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>Em meio \u00e0 crise que j\u00e1 se arrasta pelo menos desde 2013, \u00e9 consenso entre os analistas, por\u00e9m, que o decl\u00ednio da ind\u00fastria est\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 relacionado \u00e0 fraca demanda, mas principalmente a fatores como\u00a0perda de competitividade, baixa produtividade e pouca participa\u00e7\u00e3o nas cadeias globais de produ\u00e7\u00e3o e nos setores mais intensivos em tecnologia.<\/p>\n<p>Levantamento da economista Silvia Matos, do Instituto Brasileiro de Economia, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), e\u00a0publicado pelo\u00a0G1, mostrou que a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no PIB caiu 5,6 pontos percentuais entre 1995 e 2019, para o patamar de 11% \u2013 o menor percentual desde 1947.<\/p><\/div>\n<p>Segundo o Iedi, a desindustrializa\u00e7\u00e3o ocorrida no Brasil no per\u00edodo entre 1970 e 2017 representa o\u00a0caso mais grave de decl\u00ednio prematuro de uma lista de 30 pa\u00edses\u00a0que representam 90% da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o mundial, superando a observada em pa\u00edses como Argentina, Filipinas e R\u00fassia.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;N\u00e3o tem um atalho f\u00e1cil, mas a recupera\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da ind\u00fastria no PIB depende da recupera\u00e7\u00e3o da produtividade e de toda uma agenda de reformas, que inclui a reforma tribut\u00e1ria. Ainda temos muitas anomalias como pa\u00eds, no sentido de que se onera muito o investimento e n\u00e3o se incentiva a inova\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Matos.<\/p><\/blockquote>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_post_nav admin_label=&#8221;Navega\u00e7\u00e3o da postagem&#8221; in_same_term=&#8221;on&#8221; hide_prev=&#8221;off&#8221; hide_next=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>[\/et_pb_post_nav][et_pb_post_nav admin_label=&#8221;Navega\u00e7\u00e3o da postagem&#8221; in_same_term=&#8221;on&#8221; hide_prev=&#8221;on&#8221; hide_next=&#8221;off&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<p>[\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do tombo da ind\u00fastria extrativa no 2\u00ba trimestre, ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o avan\u00e7ou 1,9% e saiu da recess\u00e3o t\u00e9cnica. 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