{"id":5275,"date":"2019-09-17T10:34:50","date_gmt":"2019-09-17T13:34:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amarilfranklin.com.br\/?p=5275"},"modified":"2019-09-17T10:46:38","modified_gmt":"2019-09-17T13:46:38","slug":"investimento-em-infraestrutura-no-brasil-precisa-mais-que-dobrar-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amarilfranklin.com.br\/index.php\/2019\/09\/17\/investimento-em-infraestrutura-no-brasil-precisa-mais-que-dobrar-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Investimento em infraestrutura no Brasil precisa mais que dobrar, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;off&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;left&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Pa\u00eds investe hoje R$ 133 bi em infraestrutura, mas precisaria elevar quantia a R$ 295 bi para manter e modernizar o setor. Com crise no setor p\u00fablico, recursos devem vir da iniciativa privada.<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por Lu\u00edsa Melo e Luiz Guilherme Gerbelli, G1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">17\/09\/2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para manter e modernizar portos, aeroportos e rodovias, o Brasil precisa de R$ 162 bilh\u00f5es a mais do que investe atualmente \u2013 o que significa mais que dobrar o valor atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste ano, os investimentos p\u00fablicos e privados em projetos de infraestrutura devem representar 1,87% do Produto Interno Bruto (ou R$ 133 bilh\u00f5es). O ideal, no entanto, \u00e9 que esse percentual subisse a 4,15% do PIB (R$ 295 bilh\u00f5es), indica um levantamento da consultoria Inter.B.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os c\u00e1lculos da consultoria consideram uma estimativa de PIB de R$ 7,12 trilh\u00f5es em 2019 (em 2018, o PIB ficou em R$ 6,8 trilh\u00f5es em valores nominais). Segundo a pesquisa, apenas se os aportes superarem o patamar de 4% do PIB durante os pr\u00f3ximos 20 anos, o pa\u00eds ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de garantir a manuten\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o da infraestrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A brecha hoje \u00e9 de R$ 162 bilh\u00f5es em valores nominais (sem corre\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o). Ter\u00edamos que mobilizar isso do setor privado, porque a capacidade do setor p\u00fablico nos pr\u00f3ximos anos \u00e9 muito limitada&#8221;, diz o presidente da Inter.B, Claudio Frischtak.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O investimento em infraestrutura \u00e9 fundamental para que o pa\u00eds consiga acelerar o desenvolvimento econ\u00f4mico. Com melhores servi\u00e7os em aeroportos e estradas e uma rede de saneamento mais eficiente, por exemplo, o pa\u00eds vai se tornar mais competitivo e, dessa forma, acelerar o crescimento do PIB. As obras tamb\u00e9m contribuem para movimentar a economia porque geram emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dependente de grandes obras, o setor de infraestrutura tem sido duramente afetado pela crise fiscal da Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios. Sem recursos em caixa, o poder p\u00fablico n\u00e3o consegue realizar novos empreendimentos, nem concluir os que j\u00e1 est\u00e3o em andamento. No ano passado, a Inter.B mapeou 7,4 mil obras paralisadas apenas no programa &#8220;Agora \u00e9 Avan\u00e7ar&#8221;, do governo federal. Se elas fossem conclu\u00eddas, acrescentariam R$ 115 bilh\u00f5es \u00e0 economia do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O or\u00e7amento do setor p\u00fablico tamb\u00e9m est\u00e1 pressionado pelo teto de gastos, que limita o crescimento das despesas \u00e0 infla\u00e7\u00e3o do ano anterior. Como boa parte dos recursos \u00e9 consumida por despesas obrigat\u00f3rias, como sal\u00e1rios de servidores e aposentadorias, sobra pouco para investir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2020, a equipe econ\u00f4mica projeta que o investimento do governo federal deve ser de apenas R$ 19,4 bilh\u00f5es, abaixo dos R$ 22,8 bilh\u00f5es esperados para este ano e dos R$ 38,4 bilh\u00f5es realizados em 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O setor p\u00fablico n\u00e3o tem nenhuma condi\u00e7\u00e3o de acompanhar, vamos ficar satisfeitos se ele mantiver o n\u00edvel nominal (de investimentos). Logo, o setor privado vai ter que ocupar esse espa\u00e7o&#8221;, diz Frischtak.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do total investido em infraestrutura no pa\u00eds atualmente, mais de dois ter\u00e7os j\u00e1 v\u00eam do setor privado (65%), segundo o levantamento da Inter.B. E a tend\u00eancia \u00e9 que essa parcela cres\u00e7a para algo em torno de 84%, segundo o economista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A parcela de investimentos p\u00fablicos inclui aportes do governo federal, das administra\u00e7\u00f5es estaduais e municipais e tamb\u00e9m de empresas estatais.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Furar o teto \u00e9 solu\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pequena margem de manobra do governo para realizar investimentos por causa do teto de gastos abriu um debate sobre uma eventual flexibiliza\u00e7\u00e3o da medida para tentar ampliar a capacidade de investimento num quadro em que a economia brasileira d\u00e1 sinais de fraqueza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do m\u00eas, o presidente Jair Bolsonaro disse que, em dois ou tr\u00eas anos, a alta das despesas vai zerar a capacidade de investimento federal. A mensagem foi interpretada como uma sinaliza\u00e7\u00e3o a uma eventual flexibiliza\u00e7\u00e3o do teto. Um dia depois, Bolsonaro defendeu &#8220;preservar&#8221; o teto de gastos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nesse debate de curto prazo, tem havido uma s\u00e9rie de cr\u00edticas no sentido de que o governo deveria relaxar a restri\u00e7\u00e3o fiscal e gastar mais&#8221;, afirma Fabio Giambiagi, chefe do Departamento de Pesquisa Econ\u00f4mica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). &#8220;A minha vis\u00e3o \u00e9 que ainda n\u00e3o chegou o momento de mexer no teto.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num artigo recente, Giambiagi defendeu que uma mudan\u00e7a no teto s\u00f3 deveria ocorrer em 2023. At\u00e9 l\u00e1, o pa\u00eds n\u00e3o deve mexer na regra, sobretudo diante do crescente endividamento do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 consenso entre os economistas sobre afrouxar o controle das despesas federais. &#8220;Se for para investimento, em qualquer coisa, por mim [o governo] fura o teto, n\u00e3o tem problema. N\u00e3o d\u00e1 para ter milh\u00f5es de desempregados&#8221;, afirma o pesquisador Claudio Considera, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV\/IBRE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claudio Frischtak, da Inter.B, se diz &#8220;totalmente contra&#8221; a flexibiliza\u00e7\u00e3o. Segundo ele, \u00e9 grande o risco de que a proposta acabe levando a uma extin\u00e7\u00e3o total do teto, o que desagradaria o mercado, provocando aumento dos juros e diminuindo ainda mais o espa\u00e7o para investimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Tem que se ajustar o piso, reduzir os gastos, principalmente com pessoal e previdenci\u00e1rio, de todos os poderes e de todas as inst\u00e2ncias. O resultado disso \u00e9 pelo menos manter o n\u00edvel de investimentos p\u00fablicos. As reformas s\u00e3o apenas para a gente deixar de empobrecer. N\u00e3o vamos crescer 5%, esquece&#8221;, afirma.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Marco regulat\u00f3rio<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fraqueza da infraestrutura nos \u00faltimos anos fica evidente quando se analisa o estoque de capital \u2013 ou seja, tudo o que foi investido no setor. Hoje, o indicador est\u00e1 em 36% do PIB, patamar muito aqu\u00e9m do registrado por outros pa\u00edses. Em economias emergentes, como na \u00cdndia e China, o n\u00edvel \u00e9 de 58% e 76% do PIB, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A meta do governo \u00e9 elevar o estoque de infraestrutura para 38% do PIB ao fim da atual gest\u00e3o, em 2022, avan\u00e7ando at\u00e9 61% do PIB em 2040. &#8220;\u00c9 vi\u00e1vel (alcan\u00e7ar esse patamar), mas \u00e9 preciso despolitizar os projetos de infraestrutura e trabalhar mais a quest\u00e3o da demanda&#8221;, diz Paulo Resende, professor da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A agenda do pa\u00eds para atrair o setor privado para os projetos de infraestrutura \u00e9 longa, segundo analistas. Ela envolve avan\u00e7ar nos marcos regulat\u00f3rios, ou seja, deixar as regras mais claras para os investidores, e fortalecer as ag\u00eancias reguladoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O Brasil precisa come\u00e7ar a entender que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 demanda que atrai investidor. \u00c9 uma moeda de dois lados: h\u00e1 a demanda de um lado e o marco regulat\u00f3rio do outro&#8221;, afirma Resende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, numa escala de zero a 10, o professor diz que a confian\u00e7a dos investidores internacionais varia entre 4 e 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos projetos que deve contribuir para atrair investidores para o setor, segundo os especialistas, \u00e9 o novo marco do saneamento, aprovado no Senado e em discuss\u00e3o na C\u00e2mara. O texto prev\u00ea a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os por empresas privadas e a abertura de licita\u00e7\u00f5es no setor com o fim do direito de prefer\u00eancia das companhias estaduais, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O setor privado vai ter que ocupar espa\u00e7o para aumentar o investimento. E a\u00ed precisamos de menos ru\u00eddo, sem maltratar as ag\u00eancias. Porque os investidores entendem isso como aumento do pr\u00eamio de risco, de incerteza jur\u00eddica&#8221;, diz Frischtak, em refer\u00eancia a cr\u00edticas feitas recentemente por Bolsonaro \u00e0s reguladoras.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_post_nav admin_label=&#8221;Navega\u00e7\u00e3o da postagem&#8221; in_same_term=&#8221;on&#8221; hide_prev=&#8221;off&#8221; hide_next=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_post_nav][et_pb_post_nav admin_label=&#8221;Navega\u00e7\u00e3o da postagem&#8221; in_same_term=&#8221;on&#8221; hide_prev=&#8221;on&#8221; hide_next=&#8221;off&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds investe hoje R$ 133 bi em infraestrutura, mas precisaria elevar quantia a R$ 295 bi para manter e modernizar o setor. 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