{"id":5392,"date":"2019-09-30T12:07:54","date_gmt":"2019-09-30T15:07:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.amarilfranklin.com.br\/?p=5392"},"modified":"2019-09-30T12:07:54","modified_gmt":"2019-09-30T15:07:54","slug":"brasil-mira-livre-comercio-com-o-mexico-em-acordo-que-pode-ir-de-carnes-a-avioes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.amarilfranklin.com.br\/index.php\/2019\/09\/30\/brasil-mira-livre-comercio-com-o-mexico-em-acordo-que-pode-ir-de-carnes-a-avioes\/","title":{"rendered":"Brasil mira livre com\u00e9rcio com o M\u00e9xico em acordo que pode ir de carnes a avi\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section admin_label=&#8221;section&#8221;][et_pb_row admin_label=&#8221;row&#8221; make_fullwidth=&#8221;off&#8221; use_custom_width=&#8221;off&#8221; width_unit=&#8221;on&#8221; use_custom_gutter=&#8221;off&#8221; allow_player_pause=&#8221;off&#8221; parallax=&#8221;off&#8221; parallax_method=&#8221;off&#8221; make_equal=&#8221;off&#8221; parallax_1=&#8221;off&#8221; parallax_method_1=&#8221;off&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text admin_label=&#8221;Texto&#8221; background_layout=&#8221;light&#8221; text_orientation=&#8221;left&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;]<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A primeira troca de ofertas entre Brasil e M\u00e9xico em negocia\u00e7\u00f5es para chegar ao livre com\u00e9rcio, no que pode ser o pr\u00f3ximo grande acordo a ser fechado pelo pa\u00eds, deve acontecer j\u00e1 em outubro.<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reuters<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">27\/09\/2019<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De olho em um mercado que pode ir de carnes a avi\u00f5es, o governo brasileiro tenta desde 2015 ampliar acordo de tarifa zero com o M\u00e9xico, atualmente restrito ao setor automotivo e a \u00e1reas do setor qu\u00edmico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo havia desacelerado em meio \u00e0s renegocia\u00e7\u00f5es do Nafta -zona de livre com\u00e9rcio entre M\u00e9xico, Estados Unidos e Canad\u00e1\u2013 impostas pelo governo Trump aos vizinhos. Mas o tema voltou a ganhar f\u00f4lego em mar\u00e7o, quando o acordo automotivo entre os dois pa\u00edses, assinado em 2002, avan\u00e7ou para o patamar de livre com\u00e9rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob as novas regras, as exig\u00eancias de conte\u00fado nacional -insumos produzidos localmente- no acordo automotivo passaram a ser mais r\u00edgidas, saltando de uma m\u00e9dia de 35 para 40%, e a lista de exce\u00e7\u00f5es, que permitia um conte\u00fado nacional mais baixo, de at\u00e9 10%, para alguns produtos, foi eliminada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com dificuldades em cumprir a nova norma, o governo mexicano pediu uma renegocia\u00e7\u00e3o, e o Brasil apresentou ent\u00e3o a proposta, aceita pelo outro lado, de se levar adiante uma negocia\u00e7\u00e3o mais ampla, que envolvesse todos os setores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o diretor do Departamento do Mercosul e Integra\u00e7\u00e3o Regional do Itamaraty, ministro Michel Arslanian Neto, o novo governo brasileiro assumiu com inten\u00e7\u00e3o de forte engajamento em acordos comerciais e, nesse contexto, houve a op\u00e7\u00e3o de se buscar um entendimento mais ambicioso com os mexicanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuer\u00edamos que essa negocia\u00e7\u00e3o fosse parte de um processo de amplia\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio com M\u00e9xico. Isso foi indicado em uma reuni\u00e3o em fevereiro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed iniciaram-se as conversas sobre os temas e as regras para as negocia\u00e7\u00f5es efetivas, que devem come\u00e7ar de fato at\u00e9 o final do ano, mais provavelmente em outubro, quando os dois pa\u00edses devem apresentar propostas para as desgrava\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias nos diferentes setores, com sugest\u00f5es de prazos, cotsa e cronogramas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado mexicano \u00e9 um dos principais objetos de desejo tanto do setor industrial quanto do agropecu\u00e1rio no Brasil. Em pesquisas feitas pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), o pa\u00eds aparecia apenas atr\u00e1s da Uni\u00e3o Europeia -com quem o Mercosul conseguiu este ano destravar o acordo comercial- e dos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cM\u00e9xico e Brasil s\u00e3o as duas maiores economias da Am\u00e9rica Latina, mas eles representam menos de 3% das nossas importa\u00e7\u00f5es e nossa participa\u00e7\u00e3o no mercado deles \u00e9 de 1,4%\u201d, conta Fabrizio Panzini, gerente de Negocia\u00e7\u00f5es Internacionais da CNI. Ele lembra que 25% do que o Brasil vende hoje para o M\u00e9xico est\u00e1 concentrado no setor automotivo, por causa do acordo existente, o que representa 800 produtos em um universo de 6 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 mais oportunidades no M\u00e9xico que em qualquer outro pa\u00eds, incluindo Estados Unidos, Canad\u00e1, o Efta, Coreia ou Jap\u00e3o\u201d, diz, citando pa\u00edses com quem o Brasil negocia acordos comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds faz parte da Alian\u00e7a do Pac\u00edfico, grupo comercial composto ainda por Chile, Peru e Col\u00f4mbia, com quem o Brasil negocia um cronograma paralelo de desgrava\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria. Mas, ao contr\u00e1rio dos demais, em que a libera\u00e7\u00e3o das tarifas j\u00e1 est\u00e1 em 100% das linhas (Chile) ou pr\u00f3ximo disso (Col\u00f4mbia e Peru), com os mexicanos \u00e9 de apenas 12,2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuita gente diz \u2018ah, o M\u00e9xico tem acordo comercial com todo mundo, o problema \u00e9 o Brasil\u2019. Mas quem conhece sabe que n\u00e3o \u00e9 assim. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o complexa, uma rela\u00e7\u00e3o que n\u00e3o desencanta, subaproveitada. E n\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o seja importante. \u00c9 um com\u00e9rcio mais importante que a Fran\u00e7a, It\u00e1lia, j\u00e1 h\u00e1 uma base importante\u201d, diz Arslanian Neto.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Potencial<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, Brasil e M\u00e9xico tiveram uma corrente comercial de 9,4 bilh\u00f5es de reais, com um d\u00e9ficit de 404 milh\u00f5es de reais para o Brasil, de acordo com dados do governo federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo da CNI aponta 346 produtos manufaturados brasileiros com potencial de entrada no mercado mexicano. Desses, atualmente mais de 60% tem tarifas de importa\u00e7\u00e3o. A rela\u00e7\u00e3o abarca produtos que v\u00e3o da ind\u00fastria de metais a m\u00e1quinas e equipamentos, papel e celulose, eletroeletr\u00f4nicos, motores, cosm\u00e9ticos, cal\u00e7ados, entre outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temores de uma invas\u00e3o de eletroeletr\u00f4nicos ou outros produtos no mercado brasileiro, diz Panzini, s\u00e3o infundados. \u201cSeria bastante parelho. Fizemos uma proje\u00e7\u00e3o de quanto cresceria e poderia aumentar nossa exporta\u00e7\u00e3o em 41% e, deles para n\u00f3s, em 40%\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior dificuldade estaria, como em outros acordos comerciais, no setor agr\u00edcola. Terceiro maior exportador do setor no mundo, o Brasil assusta os produtores mexicanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEles t\u00eam uma resist\u00eancia muito grande em agricultura com a gente. Tanto que o acordo existente hoje praticamente n\u00e3o contempla o setor\u201d, admite Camila Sandes, coordenadora de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse \u00e9 um acordo que interessa muito ao setor. O M\u00e9xico \u00e9 um importador l\u00edquido de alimentos, tem quase 130 milh\u00f5es de consumidores, \u00e9 a 15a economia do mundo\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje esse mercado est\u00e1 praticamente dominado por Estados Unidos e Canad\u00e1, dentro do acordo do Nafta. Camisa explica que os carros-chefe das exporta\u00e7\u00f5es de alimentos do Brasil ao M\u00e9xico s\u00e3o madeira e frango -\u00fanica carne brasileira a entrar no pa\u00eds, tem 19% do mercado, enquanto os americanos tem 77%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos lutando pelo menos por algumas cotas. O Brasil seria muito competitivo pelo menos em um acordo que nos deixasse em p\u00e9 de igualdade\u201d, defende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cereais, carnes em geral, frutas e l\u00e1cteos seriam as principais \u00e1reas em que o Brasil iria se beneficiar de um acordo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado mexicano, a agricultura poderia ser menos competitiva, mas isso pode ser compensado em outras \u00e1reas. \u201cTodo acordo parte de um equil\u00edbrio\u201d, diz Camila.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Itamaraty, a expectativa \u00e9 que um acordo com os mexicanos ande r\u00e1pido e possa ser um dos pr\u00f3ximos a sair do papel. \u201cO neg\u00f3cio \u00e9 desencroar. A gente tem que passar para uma nova fase nessas rela\u00e7\u00f5es comerciais\u201d, defende o ministro Arslanian Neto.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][et_pb_post_nav admin_label=&#8221;Navega\u00e7\u00e3o da postagem&#8221; in_same_term=&#8221;on&#8221; hide_prev=&#8221;off&#8221; hide_next=&#8221;on&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_post_nav][et_pb_post_nav admin_label=&#8221;Navega\u00e7\u00e3o da postagem&#8221; in_same_term=&#8221;on&#8221; hide_prev=&#8221;on&#8221; hide_next=&#8221;off&#8221; use_border_color=&#8221;off&#8221; border_color=&#8221;#ffffff&#8221; border_style=&#8221;solid&#8221;] [\/et_pb_post_nav][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira troca de ofertas entre Brasil e M\u00e9xico em negocia\u00e7\u00f5es para chegar ao livre com\u00e9rcio, no que pode ser o pr\u00f3ximo grande acordo a ser fechado pelo pa\u00eds, deve acontecer j\u00e1 em outubro. 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