Resultado reflete recuo dos preços dos alimentos, da gasolina, gás de botijão e das tarifas de energia elétrica, que compõem grande parte da cesta de consumo das famílias, diz FGV.

Por G1

23/07/2019

A expectativa dos consumidores para a inflação nos 12 meses seguintes recuou 0,1%, de 5,4% em junho para 5,3% em julho. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,1 ponto percentual.

“É provável que a ligeira queda da expectativa de inflação dos consumidores esteja refletindo os resultados favoráveis da inflação de junho, como o recuo dos preços dos alimentos, da gasolina, gás de botijão e das tarifas de energia elétrica, que compõem grande parte da cesta de consumo das famílias, principalmente daquelas de menor renda. Para os próximos meses, dado que a inflação segue controlada e que as projeções dos analistas continuam a cair, é possível que a expectativa dos consumidores mantenha a tendência de desaceleração”, afirma Renata de Mello Franco, economista da FGV/IBRE.

A parcela dos consumidores que projetam valores abaixo da meta de inflação para 2019 (de 4,25%), aumentou de 33,4% em junho para 37,7% em julho. Já a proporção de consumidores projetando valores igual ou superior à meta de inflação para 2019 caiu 4,3 ponto percentual (p.p.), para 62,3%.

Na análise por faixas de renda, as maiores quedas em julho nas expectativas para a inflação nos 12 meses seguintes ocorreram nos extremos. Para as famílias com renda familiar mensal até R$ 2.100, a expectativa diminuiu 0,3 p.p., para 5,9%, o menor valor desde julho do ano passado (5,8%). Para os consumidores de renda superior a R$ 9.600, o valor caiu 0,2 p.p., para 4,5%, o menor valor desde março deste ano.