Por Jader Lazarini

17/03/2020

Bolsas de valores europeias irão restringir as negociações proibindo as operações short, quando se aposta na queda da cotação dos ativos, para conter maiores baixas. Os últimos foram de alta volatilidade devido à incerteza causada pelo coronavírus (Covid-19).

As bolsas da França, Itália, Espanha e Bélgica irão suspender de forma temporária as apostas na queda de ações de algumas companhias, como Anhenuser-Busch Inbev, o banco espanhol Santander (SANB3) e a companhia aérea Air France-KLM.

Na operação short, ou venda a descoberto, o especulador necessita alugar as ações de um doador, vendê-las e, posteriormente, recomprá-las a um preço mais baixo, para então devolvê-las ao doador. Dessa forma, existiria um lucro da diferença do preço das cotações de venda e compra. Essa prática inflaciona os movimentos de mercado, expondo o pânico dos investidores.

Esse movimento entre as bolsas europeias é raro, visto que a última vez que aconteceu foi durante a crise financeira de 2008. Isso passa uma mensagem aos investidores europeus do alarme ocasionado pelo vírus que assola o mundo, fechando escolas e suspendendo negócios.

No caso italiano, a proibição de 24 horas se aplica à sua maior instituição financeira, o UniCredit, e à montadora de veículos Fiat Chrysler Automobiles.

Segundo informações da agência de notícias norte-americana “Reuters”, o regulador do mercado de capitais da Itália, Consob, pode anunciar uma paralisação ainda maior, que poderia chegar a 9o dias.

Após uma forte queda na última segunda-feira (16) devido ao avanços dos casos confirmados do coronavírus, as bolsas europeias operam de forma instável nesta terça-feira (17). O FTSE MIB, índice italiano, às 9h10, operava em alta de 0,57%, a 15.060,50 pontos. O Euro Stoxx 50, maior índice acionário da Europa, apresenta uma baixa de 0,50%, a 2.420,99 pontos.

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