A OMC continua uma forte retração em 2020, mas avalia agora como ‘improvável’ que a queda atinja o pior cenário projetado em abril, quando estimou um recuo entre 13% e 32%.

23/06/2020

O comércio mundial registrará um retrocesso histórico de 18,5% no segundo trimestre do ano, devido à pandemia do novo coronavírus, mas a queda no ano será menos grave do que o esperado graças à “reação rápida dos governos”, anunciou a Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta terça-feira (23).

“O colapso do comércio que assistimos atualmente atinge níveis históricos. De fato é o mais pronunciado do qual temos conhecimento”, disse o diretor geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, citado em um comunicado.

“Mas há um importante aspecto positivo neste fenômeno, o de que poderia ter sido muito pior (…) mas não podemos nos permitir o luxo de cair na complacência”, completou.

A OMC continua projetando um tombo no comércio global em 2020, mas avalia agora como “improvável” que a queda atinja o pior cenário projetado em abril, quando estimou uma retração de até 32%, e de, no mínimo, 13%, no melhor dos cenários.

“Na situação atual, o comércio só precisaria crescer 2,5% ao trimestre pelo restante do ano para atender à projeção otimista”, apontou.

De acordo com as estatísticas da OMC, o volume de comércio de mercadorias caiu a um ritmo de 3% em ritmo anual no primeiro trimestre.

As estimativas iniciais para o segundo trimestre, durante o qual o vírus e as medidas de confinamento vinculadas afetaram grande parte da população mundial, apontam uma redução em ritmo anual de 18,5%.

De acordo com Azevêdo, as decisões políticas foram “decisivas para amortecer o impacto sofrido pela produção e o comércio, e estas decisões continuarão sendo importantes para determinar o ritmo da recuperação econômica”.

“Para que a produção e o comércio se recuperem com força em 2021, as políticas fiscal, monetária e comercial deverão manter o estímulo conjunto na mesma direção”, alertou.

A OMC projeta uma queda de 2,5% no PIB global em 2020, podendo chegar a uma retração de 8,8% no pior dos cenários.

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