Incertezas em relação à pandemia e com o ritmo de retomada econômica deixam consumidores mais cautelosos, segundo pesquisador.

Por G1
23/10/2020

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1 ponto em outubro, para 82,4 pontos, interrompendo uma trajetória de 5 altas seguidas iniciada em maio, informou nesta sexta-feira (23) a Fundação Getulio Vargas. Com o resultado, o indicador recuou para um patamar mais próximo do que se encontrava em julho (78,8 pontos).

“Em outubro, a confiança dos consumidores interrompeu a trajetória de recuperação iniciada em maio, com retrocesso em todas as faixas de renda. Há ainda bastante incerteza com relação à pandemia e com o ritmo de retomada econômica, já considerando a transição para o período posterior ao de vigência dos programas de manutenção do emprego e renda. Diante deste cenário, os consumidores de menor renda, mais vulneráveis, continuam menos confiantes que os demais”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

“A confiança do consumidor brasileiro também continua sendo impactada pelo medo da covid-19, motivando uma postura muito cautelosa, que deve persistir enquanto não houver uma solução para a crise sanitária”, acrescentou.

Em outubro, houve acomodação na satisfação dos consumidores em relação à situação atual e queda das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 0,2 ponto, para 72,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,3 ponto, para 90,2 pontos, encerrando sequência de altas iniciada em maio desse ano.

Entre os quesitos que medem a situação atual, o indicador que mede a satisfação presente dos consumidores com a economia acomodou em 75,9 pontos ao variar 0,1 ponto em outubro e o indicador de finanças familiares diminuiu 0,5 ponto para 69,4 pontos, ambos mantêm patamares baixos em termos históricos.

Em relação às expectativas, o indicador que mede o otimismo em relação à situação econômica foi o que mais contribuiu para a queda do ICC no mês ao recuar 2,0 pontos, para 110,6 pontos. As perspectivas sobre às finanças das famílias também cederam 0,5 ponto para 94,1 pontos e o o ímpeto de compras de bens duráveis para os próximos meses voltou a diminuir com queda de 1,4 ponto no indicador atingindo 67,0 pontos.

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