Índice atinge o maior nível desde abril de 2014, diante da melhora da percepção da situação atual, com inflação em queda, taxas de juros estáveis e maior acesso ao crédito.

Por Reuters

21/12/2018

A confiança do consumidor brasileiro encerrou o ano na máxima em quatro anos e oito meses diante da melhora da percepção sobre a situação atual, apesar do endividamento das famílias, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira (21).

Com alta de 0,6 ponto em dezembro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) terminou o ano a com 93,8 pontos, o maior nível desde abril de 2014.

“O ano de 2018 foi difícil para os consumidores, mas fecha com uma sequência de resultados positivos que sinalizam uma recuperação da confiança. Após três meses de altas, o consumidor percebe uma melhora da situação atual, com inflação em queda, taxas de juros estáveis, maior acesso ao crédito e maior oferta de emprego”, disse em nota a coordenadora da Sondagem do Consumidor, Viviane Seda Bittencourt.

No mês, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,4 pontos, chegando a 77 pontos, o maior nível desde maio de 2018.

O Índice de Expectativas (IE), no entanto, registrou uma queda de 0,8 ponto, chegando a 105,6 pontos.

“O endividamento das famílias mantém-se elevado e, talvez por isso, neste mês, os consumidores tenham reavaliado o ganho expressivo das expectativas observado nos meses anteriores. Aparentemente, aguarda-se 2019 para voltarem a consumir com mais ímpeto”, completou Viviane Seda.

O país enfrentou um ano de altos e baixos, com a atividade econômica mostrando dificuldades em imprimir um ritmo forte diante do nível alto de desemprego, mas ao mesmo tempo com a inflação permanecendo em níveis baixos.

Diversos indicadores têm mostrado uma melhora na confiança de consumidores e empresários. O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, da CNI, por exemplo, cresceu 0,6% em dezembro, na comparação com o mês de novembro, e alcançou o maior patamar desde março de 2013.